Lembro que na minha infância eu adorava assistir programas de televisão como O Fantástico Jaspion, He-Man e Thundercats. Eu e meu irmão costumávamos imitar nossos ídolos brincando do que chamávamos de “lutinhas de espadas”. As vassouras da minha mãe transformavam-se em armas que protagonizaram inúmeros combates no quintal de casa.
Os tempos passaram e hoje, já adulto, vejo que muitos ainda não perderam o costume com as “espadas”. Porém, a brincadeira se transformou em algo mais sério e organizado, onde concentração, equilíbrio, raciocínio rápido e agilidade são princípios fundamentais desse esporte tão incomum entre os brasileiros, a esgrima. Claro que a origem da esgrima não advém dos combates ocorridos no quintal lá de casa, e sim, de muito tempo atrás, por volta do século XVI. Documentos egípcios comprovam a prática da esgrima na era medieval, onde homens utilizavam pedaços de madeira para caçar e se defender. No século XVII surgem na França as primeiras escolas. Gregos e romanos organizavam nas arenas de combate lutas entre os cavaleiros medievais para entreter o povo. A prática tornou-se tão popular que foi incluída no quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos de Atenas em 1896. No Brasil, por interesse de Dom Pedro II pela modalidade, a esgrima foi incorporada ao império e, em 1858, começou a ser atividade obrigatória nos cursos de Infantaria e Cavalaria da Escola Militar de Realengo e do Batalhão de Caçadores de São Paulo.
A esgrima consiste no combate entre dois competidores (esgrimistas) utilizando uma das três armas brancas do esporte (espada, sabre ou florete) para atacar e se defender. Ganha aquele que conseguir somar mais pontos tocando com a arma o corpo do adversário. Cada arma possui sua regra específica e zona de pontuação. No sabre são válidos os toques de ponta, gume e contra gume na região da cintura pra cima. No florete e na espada são permitidos apenas os toques com a ponta da arma. A zona de pontuação do florete é a região do tronco, excluindo os braços. Já na espada, o esgrimista pode atacar em toda a extensão corporal do adversário. Para evitar ferimentos os esgrimistas utilizam equipamentos de segurança como máscara, luvas e colete. Nas competições são adaptados nos coletes sensores eletrônicos que permitem ao arbítrio fazer a contagem dos pontos cada vez que o competidor é tocado. O local dos combates chama-se pista. Mede cerca de 2 metros de largura por 14 de extensão, possuindo em suas extremidades uma área de 1,5 metros onde o esgrimista atacado não pode entrar, pois resulta em ponto a favor do adversário. Homens e mulheres de todas as idades podem praticar. Existem academias nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de janeiro, Brasília e na cidade de Belo Horizonte.
Pra você que mora em São Paulo uma boa escolha pra começar a dar as primeiras “espadadas” é a Academia Paulista de Esgrima, localizada próximo ao metrô República. Fundada em 2004 pelos Mestres de D´Armas Alkhas Lakerbai e Sergei Kovaliov , a academia já despontou diversos atletas em competições nacionais e internacionais. Assim conta o aluno Pedro Wainer, de 14 anos, promessa do sabre masculino brasileiro: “treino na APE/SP há três anos. Passei a gostar do esporte assistindo filmes de gladiadores. No começo praticava só por diversão, mas com o passar do tempo fui evoluindo tecnicamente e passei a competir em quase todos os campeonatos da minha categoria”. Pedro treina cerca de quatro horas durante três dias da semana. Toda essa dedicação lhe rendeu recentemente o título de Campeão Brasileiro de Esgrima na categoria sabre, conquistado após derrotar sete adversários. Além de Pedro, a APE/SP treina outras promessas da esgrima nacional, como Arthur Chahda, campeão do Sul Americano no Rio de Janeiro na categoria sabre juvenil, e Karina Lakerbai, terceira colocada por equipes nos Jogos Sul Americano de Medelin em 2010, e primeira colocada no ranking nacional na categoria sabre feminino.
O professor bielorrusso Sergei Kovaliov veio para o Brasil a convite do seu então ex professor de esgrima Alkhas Lakerbai, com objetivo de juntos, difundirem a prática do esporte no país. Sergei foi atleta da seleção bielorrussa entre os anos 90 e 97, e explica que o anonimato do esporte no país se deve a falta de patrocinadores interessados em apoiar a modalidade. “Numa Olimpíada o Brasil pode ganhar até nove medalhas pela a esgrima. Comparado com outros esportes, a chance do país obter uma melhor colocação no quadro de medalhas dos jogos é muito maior. E é esse detalhe que vem despertando aos poucos o interesse dos patrocinadores”, explica o bielorrusso. Esgrimista desde seus onze anos de idade, Sergei pode ser considerado um veterano na arte das espadas. O fato da esgrima ser um esporte popular na Europa, Sergei viajou por muitos países onde competiu e desenvolveu suas habilidades, enfrentando diversos atletas com diferentes técnicas. “Como em qualquer esporte onde o atleta se compromete em aperfeiçoar suas técnicas, e consequentemente alcançar maiores resultados, um bom esgrimista se faz através de muito treino, dedicação e um certo dom natural para combater” , afirma. Apesar das dificuldades e das barreiras que impedem a progressão do esporte no Brasil, a esgrima vem conquistando muitos adeptos.
Como professor da APE/SP, Sergei acredita muito no sucesso dos seus alunos e dos demais atletas espalhados pelo país: “nas competições percebe-se um alto grau técnico nos combates. Cada vez mais os brasileiros vêm aperfeiçoando as técnicas e habilidades necessárias para ser esgrimista campeão, e isso já podemos perceber assistindo as competições e observando o comprometimento dos atletas”, finaliza. E pra você que costuma brincar de lutinhas de espada no quintal de casa, ou que se impressiona com os combates dos filmes hollywoodianos, procure desenvolver suas habilidades numa escola ou academia de esgrima agora!
Por Diogo Figueiredo
TOUCHÉ, MEU CARO Conheça um pouco mais sobre a esgrima no país e no mundo
FOLHA AMARELA
Em alguns momentos pensamos que pudéssemos resistir a pressão vinda de lados opostos, as quais não percebemos o quão fazíamos mal um ao outro.
A tira retirada da folha do meu caderno encontrei, onde um dia você usou para amarrar um bilhete escrito eu te amo.
Hoje, usando este mesmo caderno encontrei o resto da folha que, de branca, ficou amarela.
Não sei se ela secou como também o que a cor representa, mas para não pensar no passado e aceitar os fatos, eu relato em forma de canção este refrão:
Foi-se com o tempo num passado cinzento e não me lamento - como todo guerreiro eu levanto o meu queixo e não adormeço. Samba.
INSANOS AMIGOS
Até mais
Enfim, abriu-se a porta do manicômio. Beijos e abraços se entrelaçam com votos de breve adeus. Particularmente minha estadia foi de três dias seguidos, exceto domingo ao 12h dia, quando fui almoçar pra apaziguar a ausência em casa.
O Bonde
Rodrigo, Feijão e Diogo se encontram na sexta-feira para tomar uma gelada. Thiago preferiu não ir, pois estava sem dinheiro e cansado. A noite subiu e restaram Diogo e Rodrigo, às 06h, na vontade de degustar o “nana” e ir dormir. A tentativa foi um fracasso, pois lá estava o Playstation. Após 3 vitórias magistrais de Rodrigo o que restava era o sono de ambos, pois as gotas tinham sido esparramadas. Bem aventurados aqueles que sabem falar inglês!
Por força maior, somada com a obrigação do ofício, descartando as noites de loucuras em bares da região, nenhum dos tripulantes conseguiu um momento de folga para comprar o ingresso do jogo Corinthians x Estudientes, no Pacaembú, em 18 de janeiro, às 16h15min.
“Ae Irmão, vou chegar na padaria e vou comprar um café pra nóis”, Thiago acordou! Diogo esparramado sobre o sofá, com os requisitos em mente de Rodrigo dizendo-lhe que ali não era albergue, balançou a cabeça e concordou com o que Thiago dizia.
Sábado à tarde, sem ingresso, a nata reunida – o Feijão estava pra chegar de novo – o que lhe restavam era organizar um churrasco promovendo a cervejada. Não precisa ser sábio para entender, churras na vila termina em insanidade!
Correria feita, brejas a postos, carne na grelha. “Põe o Coringão ai pra nóis assistir! E não ramela, porque aqui tem breja gelada, cachaça e dois jogos do Timão na tela”, Thiago gritava no ouvido de Diogo mais uma vez.
Um, dois, três, quatro e cinco! Em breve irei escutar novamente nas arquibancadas: “É é é venham ver como é que é, o Time do Corinthians joga bola como quer. Demoro cuzão, o Coringão voltou!
Diogo e Thaila tomavam cerveja na sacada quando Bianca, de sorriso sinistro, chegava acenando de dentro do carro de Fernando, também acompanhada do mimo Marcela.
Todos sabem a procedência. Os “loucos” estavam reunidos. E aí? Ah amigão, que pergunta idiota! Até o fim esses meninos vão tomar, cantar, dançar, sorrir, brigar, endoidar e continuar tudo de novo. Só o domingo pra parar mesmo. A correlação família + lugar propício resulta em dias de “pegada”. Não podia acontecer outra!
A partida
Tudo aconteceu da maneira que deveria ser. Da maneira que nós gostamos. A breja e outras “coisitas mais” comandavam o balanço da festa!
A união estreitada em laços de amizade promove momentos únicos na vida de todos nós, amigos!
Domingo às 23h todos se despediam. O Rodrigo estava dormindo.
Antes do desfecho profiro algumas palavras:
Feijão, com sempre assustador. Definitivamente você se resume em um ogro. Sempre disposição na hora do corre.
Marcela, prata da casa! Não tenho palavras suficientes para descrever tal pessoa. Com 18 anos de idade e a fumaça coordenando os movimentos, resumo que a evolução do ser foi rápida. Você acompanha mesmo.
Thiago, o que é você? Você só pode ser de outro mundo mesmo. Rapaz alegre, desencanado, bêbado condolente, maluco por natureza! Que risada foi aquela quando você soube que ia trabalhar ao 12h? Que medo, foi tenebrosa.
Rodrigo, amigo do peito. Chato e implicante de carteirinha. Contestador. Alguém têm que equalizar a razão e a insanidade da galera. E só você mesmo para coordenar aquilo que já estava descoordenado.
Fernando! Como imaginar tal rapaz sem perceber o sorriso constante no rosto? Amigo para todas as horas. Entende as opiniões e divergências sempre com bom humor e coração aberto. Músico e maluco pra caralho!
Bianca. Essa foi e sempre será a mesma: lesada! O mundo está desabando e ela brisando em alguma coisa qualquer. Companheira que traz luz por onde passa.
Thaila: “ Eu não quero ir domir agora. Aceita tomar a “saideira” comigo?
Diogo atravessou a rua e comprou as cervejas. Foram para a prefeitura vislumbrar uma das paisagens mais bonitas da zona norte. “Mão na cabeça e encosta na parede”, chegava os policias. Meia dúzia de sermões e foram embora. Assim tomávamos o primeiro enquadro do ano!
Essa desde que chegou mostrou interesse, disponibilidade, companheirismo e amizade por todos. Responsável pelos muitos presentes dados a Rodrigo e Thiago. Cachaceira é apelido. Carrega em seu corpo hematomas das suas sandices. Linda, claro que para mim, Diogo, adorado e criticado por todos. Arrastão é a sua identidade. Compulsivo e intrigante.
Hoje vocês estão lendo esse email com a leve ressaca na cabeça, mas com o sorriso e pureza do viver sem limites. Pessoas, é muito bom! Só nós mesmos para contar a história. Caracas foi foda!
Continuemos assim!
BOTA PRA BAIXO!
Na extremidade norte o Monumento da Independência, do lado sul o Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga. Entre os dois pontos há um elo de ligação : a ladeira. Dos lados: um mar de árvores. Dou quatro remadas fortes e me posiciono no nose do meu longboard com os pés juntos, joelhos flexionados e corpo abaixado, tudo no estilo freeride. Ando em alta velocidade de uma ponta a outra da ladeira fazendo slalon. O chão torná-se uma grande onda de asfalto, onde qualquer erro pode resultar em alguns ossos quebrados. A brisa que corta o meu rosto é algo quase que inexplicável, bem parecido com uma gozada. O mar de árvores termina de completar o cenário e enche de glamour a paisagem. Já se passaram 30 segundos desde as primeiras remadas. Troco a base dos meus pés e me posiciono na regular. Escolho o canto direito da ladeira e flexiono mais uma vez os joelhos. Deixo o skate pegar um pouco mais de velocidade e mando um full slide animal. Saio na mesma base, mas com os pés invertidos no nose e vou em direção ao canto esquerdo da ladeira. Troco a base girando apenas o corpo num 180. Estou de base invertida e novamente, um full slide, mas de backside. Volto da manobra na posição regular com o corpo abaixado e os braços para trás, daqui até o final meu amigo é velocidade, é downhill speed! O vento faz minha camiseta tremular muito e o som das rodas grudadas ao chão faz ecoar aquele rugido de velocidade. O hardcore pesado do Pennywise no meu mp3 triplica essa sensação.As árvores ao meu lado passam cada vez mais rápidas e o Monumento da Independência está próximo. Agora é a hora! Jogo as duas mãos no chão e forço todo o meu quadril para mandar a manobra mais irada, na minha opinião, do downhiil: um slide 180 monstro de front e de back. O rugido das rodas é impressionante, é um intenso “criiiiiiiiiiiiiiii”, foda. Para finalizar a linha mando uma manobra difícil de ser executada no longboard, um ollie perfeito e um estralo! Desço do skate para saber o que aconteceu. Fico pasmo e surpreso: estourei o eixo de duas rodas!
1 Coríntios, cap. 13 vers. 4
O amor é muito paciente e bondoso, nunca é invejoso ou ciumento, nunca é presunçoso nem orgulhoso, nunca é arrogante, nem egoísta, nem tampouco rude.
O amor não exige que se faça o que ele quer.
Não é irratadiço, nem melindroso.
Não guarda rancor e dificilmente notará o mal que os outros lhe fazem. Nunca está satisfeito com a injustiça, mas se alegra quando a verdade triunfa.
Se você amar alguém, será leal para com ele, custe o que custar. Sempre acreditará nele, sempre esperará o melhor dele, e sempre se manterá em sua defesa.
Todos os dons e poderes especiais que vêm de Deus terminarão um dia, porém o amor continuará para sempre.
Algum dia a profecia, o falar em línguas desconhecidas e a sabedoria especial – os dons desaparecerão.
Há três coisas que perduram – a fé, a esperança e o amor – e a maior dessas coisas, é o amor.
NORDESTE – UM PARAÍSO CULTURAL
O nordeste do Brasil é uma região que agrega uma diversidade cultural rica e marcante para o povo local, encanta e atrai brasileiros de outras regiões do país e deslumbra os turistas com suas belas paisagens, culinária, música, arte, artesanato, religião e literatura. A cultura nordestina possui raízes africanas, indígenas e européias intrínsecas em todo seu folclore. A colonização portuguesa influenciou muito nas crenças e religiões de todo o Brasil, trazendo o catolicismo, principalmente no nordeste, mas também esta região teve influências africanas dos escravos da época da colonização. Segundo Cleide dos Santos, professora de rituais do Instituto Xangô, a mistura de catolicismo com crenças da África deu origem ao Candomblé, mais praticado na Bahia, católicos, santos e com rituais de Umbanda. Instrumentos como zabumba, pífano, acordeão, triângulo, pandeirão, gongüe e matraca marcam os tons da música nordestina, que alegra e contagia o público dançante. O baião, gênero musical que se popularizou como música urbana no início da década de 40 através do trabalho de Luiz Gonzaga, considerado o “rei do baião”, e Humberto Teixeira, o “doutor baião”, dá ritmo ao “arrasta pé” nos bailes nordestinos. “Costumo freqüentar os bailes nos finais de semana porque sou apaixonada pelo baião. Danço até gastar as sandálias”, afirma Lara Medeiros, freqüentadora assídua do Centro de Tradições e Cultura Nordestina. No nordeste encontramos grandes autores da literatura. O termo “literatura nordestina” surgiu devido ao fato dos críticos não aceitarem a diversidade contida na realidade social e ficcional da região. Além de grandes nomes como Jorge Amado e Ariano Suassuna, o nordeste é marcado pelo cordel. O estilo literário é quase que cantado, com versos que rimam de forma ordenada. Manoel Riachão é considerado por muitos autores, como o rei do cordel. Outra grande expressão artística nordestina é o artesanato. Imagens religiosas e tecelagens que reproduzem símbolos encontrados em sítios arqueológicos expressam a riqueza artesanal da região. A miscigenação traz para o artesanato nordestino a riqueza das cores, dos detalhes e da sofisticação. Colcha de retalhos, balaio, flauta de bambu, presépio, panelas de barro, moringa são alguns dos artesanatos que representam à história e a tradição do nordeste. Toda essa cultura é passada de pai para filho e desde cedo as crianças aprendem a manipular argila para criação de esculturas diz Maria de Fátima artesã da Feira da República, centro de São Paulo. Carne-de-sol e pimenta são indispensáveis no preparo de uma boa refeição nordestina. Segundo Mara Salles, pesquisadora da cozinha brasileira, o cuscuz, a tapioca e o beiju têm a importância do pão e são feitos à base de farinha de mandioca, (aipim), que é essencial na mesa do nordestino, além de ser indispensável para engrossar pirões, favas, feijões e ainda acompanhar pratos com miúdos como buchada e sarapatel. Pratos típicos como rabada, caruru, mão-de-vaca, arroz de cuxá, espinhaço torrado, sururu de capote, são algumas opções que compõem a variada gastronomia nordestina. Cerca de 28,5% da população brasileira é nordestina isso explica a grande diversidade dessa cultura que se expande em cada canto do território nacional se tornando fator de atratividade entre estrangeiros e habitantes de todo o Brasil.
Sobre desculpas e vergonha
Em meio a um pensamento vago, perdido no conjunto de símbolos os quais cercam a minha volta, na mesa ao lado um homem que conversa com mais duas pessoas disse: “a coisa mais feia desse mundo é você ter que pedir desculpas a alguém”. De primeiro momento discordei daquele comentário que acabara de ouvir. Pois, se a maior virtude do Homem é reconhecer seus erros, perdoar aquele a quem fez mal e também ser perdoado pelos seus atos, não fazia sentido ser coisa feia a pessoa pedir desculpas. Mas refletindo a fundo sobre a questão percebo aquilo que o rapaz quis dizer. A questão é que quando se pede desculpas a alguém certamente é por conta de alguma atitude leviana, mal pensada e até mesmo falta de escrúpulos, hombridade e respeito pelo próximo. E quando o Homem perde essas virtudes o que lhe cabe é apenas a vergonha. E realmente, é muito difícil ter que pedir desculpas a alguém. O dano feito à pessoa ferida doe, e muitas vezes é irreversível. Mas acima de qualquer ferimento que você tenha causado a outrem, doe muito mais saber que você perdeu os dois pilares fundamentais da vida: caráter e respeito. Para os religiosos isso existe desde que Adão e Eva comeram do fruto proibido, contrariando assim, as “regras” de Deus. E quando o homem esteve perante de Deus em meio ao jardim do Éden sentiu-se envergonhado por ter transgredido as regras e envergonhado por perceber que estava nú, pois tinha perdido a pureza depois de ter comido o fruto do entendimento do bem e do mal. Naquele momento Adão acabava de perder a confiança de Deus. Porém, há um outro lado a ser analisado. Não podemos ser julgados quando não somos reincidentes. Digo isso porque somos seres humanos passivos de erros. Muitas vezes os erros nos servem como base para um aprendizado. Algo que ainda não fomos capazes ou evoluídos suficientes para executar. Então entendo que esse tipo de erro pode ser classificado como o de insuficiência para ser ou fazer algo. Logo, analisando a opinião sobre o comentário, percebo que existem dois tipos de erros, sendo eles redimidos através de um pedido de desculpas: o moral e o de falta de conhecimento. O de falta de conhecimento é o que me refiro como um processo pelo qual todos estamos sujeitos a enfrentar. E esse é digno de aplausos, por que as desculpas visam a evolução e o aprendizado sobre algo que desconhecemos parcialmente. É uma forma educada de nos dirigir a quem nos ensina ou compete alguma função ou tarefa a executar, como uma profissão, por exemplo.E sobre o moral, prefiro ficar com a opinião daquele rapaz da mesa ao lado: realmente é vergonhoso, doe na alma do Homem.
“Faxineira encontra US$ 6.700 e devolve”.
A narrativa causa impacto logo na apresentação do fato. Uma faxineira encontra cerca de 7 mil dólares e devolve para os policiais. Desperta em seu ínicio, uma discussão em torno da posição social da faxineira e a ação da devolução do dinheiro, caracterizado como um princípio de honestidade.
A questão ética e moral apresentada na narrativa, que insinua “o valor de uma classe social” não pode ser vista de forma generalizada, pressupondo que os “podres são honestos”, pois o mesmo princípio entraria em discussão em qualquer outra classe de trabalhadores, de diferentes posições sociais, diante da mesma situação.
A forma que o fato é apresentado no texto, quase que de primeiro instante leva o leitor a pensar, e a se espelhar, na atitude da faxineira. Mas logo, o leitor se depara com a dúvida se ele mesmo devolveria o dinheiro, e por qual motivo faria isso.
O fato da faxineira ganhar cerca de 400 reais por mês, mãe solteira com duas filhas, não quer dizer que semelhantes de sua classe social tenha o mesmo gesto. È por isso que o texto causa contradição no pensamento do leitor, pois a dúvida do ato surgiria em qualquer pessoa independentemente da classe social que se encontra.
Talvez a atitude da entrega do dinheiro pode ser explicado pelo fato da faxineira ser conhecida a anos na região, possuir a confiança dos policiais e trabalhar dentro do posto Rodoviário Federal. O policial ao afirmar que a faxineira trabalha a anos no posto, completando que a cidade onde vivem é pequena, e por se conhecerem desde infância, pode ser a razão racional que explica o gesto da faxineira. A faxineira por sua vez, pode ter levado esses fatores em consideração, e assim, decidiu sobre a atitude de seu ato para não sofrer de algum tipo remorso futuramente.
O título e subtítulo, mais a foto legenda do texto, reforça a idéia da posição social da faxineira e seu ato de honestidade, persuadindo os leitores a acreditar no fundamento que é sugerido na informação.
Questões como esta deve ser vista como um fato isolado, pois por se tratar de um dinheiro encontrado sem causa e dano direto em outra pessoa, a pessoa diante de uma situação semelhante, talvez não teria o mesmo gesto louvável da faxineira. Outro fator é a difícil condição social que os trabalhadores em sua grande maioria se encontram, devido à má distribuição de renda no Brasil.
Ética e Legislação em Jornalismo
Expor uma opinião a respeito de um fato ocorrido deixando de ressaltar informações fundamentais que embasam e sustentam a matéria, ainda de interesse público, distorcendo a função de informar do jornalismo e da notícia, pode ser visto como uma questão de falta de ética na profissão.
Analisando o texto (recortes da Veja e Estadão), percebemos o modo que a notícia é tratada pelos diferentes veículos. Ao noticiar a morte do Bispo Ivo Lorscheiter e a do filósofo e sociólogo Jean Baudruilland, a revista Veja expõe opiniões a respeito da vida e da obra dos falecidos no momento em que seria mais sensato enriquecer a notícia com informações de interesse público, não a de concluir de forma positiva ou negativa sobre a história de cada um deles. Por sua vez, o Estadão trata o fato de forma mais completa, sugerindo um punhado de informações que melhor completam a notícia.
O compromisso de informar a sociedade perde seu sentido quando o jornalista deixa de pesquisar a respeito do assunto o qual está trabalhando, não possibilita possíveis desdobramentos para conclusões do pensamento do leitor diante o fato, e ainda completa a informação com opiniões próprias. Se o jornalista é o intermediário entre o fato e a sociedade, a responsabilidade que tem como porta voz do povo não deve ser esquecida em nenhum momento. Ele deve informar aquilo que é mais importante para os cidadãos, não expressar aquilo que ele mesmo julga importante às pessoas saberem.
O pior acontece quando o jornalista esta desinformado sobre algum assunto, e não tendo o que escrever, passa a emitir opiniões a respeito de tal fato, ajudando o leitor a ter uma visão distorcida sobre o assunto. Perde-se totalmente o papel do jornalismo e sua responsabilidade para com o povo.
Acredito que, quando um leitor lê a respeito do falecimento de alguma personalidade pública, ele está mais preocupado em saber quem foi, quando foi, a importância do mesmo na história, principais obras e ações no oficio que exerceu, do que simplesmente se contentar com uma breve notícia que deixa a desejar no que se refere à informação.
A desinformação que é mascarada através de uma opinião é vista todos os dias nos veículos de comunicação. Basta buscar a mesma informação em veículos diferentes e compará-las. Perceberemos como o mesmo fato é tratado de forma diferente, com descaso ou não, pelos veículos de comunicação. Jornalistas desinformados passam noticiar tudo o que acontece esquecendo do compromisso que tem perante a sociedade. Apurar fatos e fontes é essencial para o jornalismo. E é o que falta infelizmente para alguns profissionais da comunicação, o hábito de ser informar para então informar.
Hilário
Durante o primeiro tempo da partida entre Ponte Preta e Corinthians, fiz um comentário após um lance do lateral esquerdo do Timão, Escudeiro: “seria bem louco se Escudeiro tivesse marcado o gol da vitória contra os porcos!” Fico até imaginado como ele comemoraria. Se ele subiu num trator quando marcou contra eles quando ainda jogava na Argentina, na certa ele ia pular a grade da arquibancada amarela, faria um mosh na Fiel e ainda tocaria na bateria. Pensando e rindo sozinho, ficava imaginando a cena. De fato se tivesse acontecido seria inacreditável e hilário ao mesmo tempo. Se o jogador ainda não ganhou a confiança da Fiel Torcida, o gol ficaria na memória para sempre de todos os alvinegros. Se o gol não existiu um outro fato inesperado estava para acontecer. Esse a torcida já conhecia. E quando ele entrou em campo pela equipe da Ponte Preta todos disseram: olha lá o “queixada”, vai Finazzi. Esse quando jogava no Timão sempre foi esforçado. Na verdade pra jogar no Corinthians você não precisa ser craque, basta ser guerreiro e ter um “q” de louco. Se minha mente estava fértil naquela noite acho que acabei transmitindo vibrações positivas para o improvável. Só que o personagem principal não foi o Escudeiro, e sim, o famoso queixada. E não é que o centroavante entrou, sofreu um pênalti convertido pelo ponte pretano Fernando Gadelha e, em seguida, marcou de voleio o gol da virada. É ou não é hilário? Nunca mais vou pensar besteira na minha vida. Se os meus risos mentalizados não existiram, o Finazzi entrou nas manchetes de todos os jornais.
Por Diogo Figueiredo